O modelo medieval da economia global

O modelo medieval da economia global
O mundo vive um começo de 2020, turbulento e abalado por um vírus, digamos de segunda categoria, com sofisticação genética muito reduzida que, ainda assim, está estremecendo as estruturas econômicas mundiais, sem diferenciar países, raças e cores.
Estudando a história da economia mundial, e o crescimento do GDP, e da renda per capita, desde os tempos de Cristo, se percebe que o modelo econômico ainda hoje praticado, tem características medievais, concentradoras de renda e de poder, que de tempos em tempos troca de mãos.
O mundo levou mais de 1.800 anos, depois de Cristo, para aumentar significativamente a renda per capita, de estagnados US$900,00 anuais, para mais de US$1.000,00 no início da revolução industrial. Desde os princípios do Século XIX, até a segunda década do Século XXI, a renda per capita mundial subiu para mais de US$15.000,00 e a concentração de renda sendo ligada a menos de 5, 10% no máximo, da população mundial. 1% das pessoas mais ricas, tem renda ou patrimônio, superior a mais da metade da população global, somada.
Os reis de todas as épocas, praticavam justamente o mesmo modelo insaciável de arrecadação, confiscando parte, boa parte aliás, das colheitas, para satisfazer a voracidade da corte, dos seus exércitos e das regalias auto concedidas por sua majestade.
Sabemos, pelos relatos da história, que o reino de qualquer rei estava sempre sujeito a algum interessado no seu trono, desde familiares próximos, até mesmo outros reis que disputavam supremacia territorial e financeira. Então, ocorriam as guerras e um dos reinos era subjugado pelo outro. Tudo muito instável, portanto.
A modernidade trouxe outra roupagem para os reinados. São raras as figuras caricatas, vestidas de modo extravagante e com gula exacerbada, que têm qualquer influência maior no cenário global. Agora, quem reina são quase sempre personagens anônimos, que planejam como terão supremacia, lançando mão de tecnologia avançada de informação, influenciando fatos aparentemente isentos, como as eleições em um determinado país, ou copiando produtos, agindo de forma desonesta no campo digital, enfim, provocando instabilidades nos outros reinados, com o fim único de ter supremacia territorial e financeira. Parece familiar com a idade média, não parece?
O advento do Covid-19, que monopolizou a atenção de todo mundo, mostrou como o equilíbrio econômico mundial é instável e vulnerável a criaturas pouco representativas em termos de sofisticação genética, como era aquele parente insignificante e invejoso dos reis da idade média, que fornecia informações estratégicas para os interessados naquele reinado, em troca, talvez, de algumas moedas ou de regalias mundanas pelo favores prestados.
Como o planeta é todo conectado e, relativamente pequeno porque está acessível a qualquer pessoa com uma conexão de capacidade mediana com a internet, um espirro em um país qualquer, pode fazer desabar todo o castelo de cartas da economia mundial. Em alguns aspectos, os reis medievais tinham vantagens no preparo da guerra. A velocidade de tudo era muito, mas muito mesmo, menor.
O resultado líquido desta pandemia, deveria ser uma reflexão sobre como faremos o futuro econômico mundial, e deixarmos de seguir pelas valas desenhadas e profundas da estratégia medieval. Não sei se ocorrerá, mas a GDC - Global Digital Cooperative, está apresentando uma proposta de operação baseada nos princípios de Rochdale para Cooperativas, que são associações muito voltadas para distribuição mais igualitária e meritória da riqueza gerada no mundo, que não deverá decrescer.
Mesmo vivendo no olho do furacão do estrago gerado pelo covid-19, o ecossistema proposto e em franca implantação pela GDC no mundo todo, mostra-se imune aos efeitos do vírus e das mazelas econômicas deixadas por ele.
Somos como um. Juntos somos fortes.
Saiba mais: ww.gdc.coop 
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